Odeio Potpourris
Muita gente reclama que a modernização da música sertaneja trouxe consequências devastadoras para o segmento, principalmente no que diz respeito à qualidade das músicas. Mas pra mim uma das piores coisas que a moderna música sertaneja nos trouxe foi o Potpourri. Ou Pout Pourrie. Ou Pot-pourri. Ou Pout… AAAAAAAAHHHHHH essa merda aí. Trata-se da junção de várias músicas numa só de forma a fazer parecer bacana uma coisa que na verdade carrega uma série de problemas junto de si. Alguns chamam de “medley”, que na verdade é outro nome pra mascarar essa sacanagem.
Essa prática se tornou incrivelmente comum a partir dos anos 2000 com a popularização do formato “ao vivo” e “acústico” dos discos sertanejos e da regravação de hits do passado, coisa que até então não acontecia com tanta frequência. Às vezes um artista sertanejo ou uma dupla gravava lá o seu disco de releituras de grandes clássicos, mas sempre colocava músicas inteiras. Não me lembro de nenhum “pôporri” nos anos 90, aliás, exceto o que entrou no disco ao vivo póstumo da dupla João Paulo & Daniel, com o “medley” de “Chora Viola” com “Caminheiro”. “Mas Marcão, por que vc odeia os “pôporris”, o que eles te fizeram de mal???“. Bem, caros amigos, por uma série de fatores.
Já imaginaram quantos profissionais de música tem seus trabalhos completamente desrespeitados com um mero “pôporri”. O primeiro deles é o compositor. Todo o trabalho que o cara tem para pensar na letra e na melodia de uma canção, em ligar os pontos, em fazer o refrão ser coerente quando colocado junto com as estrofes e tornar a música de fato instigante a quem está ouvindo e inesquecível a ponto de ser relembrada anos depois na hora de se montar um desses tais “pôporris”, é simplesmente jogado pelo ralo. Os caras que gravaram simplesmente esquartejam a música e gravam só o refrão, ou só a primeira parte com o refrão, ou, em alguns absurdos casos, só a frase mais marcante da música. Raramente a música é colocada em sua totalidade num desses medleys. Dá pra crer num negócio desses?
No caso desses esquartejamentos impiedosos, o pior é ver as novas gerações aprendendo a música do jeito errado. Ao invés de procurar a letra completa da música, os artistas mais jovens e inexperientes simplesmentes passam a achar que aquela versão picotada é a versão correta da música. Quantos pobres coitados não acham que a música “Chora Viola”, por exemplo, só tem aquela primeira estrofe, porque foi assim que João Paulo & Daniel gravaram naquele disco ao vivo? Ou quantos não acham que “O Campeão”, da dupla Bruno & Marrone, só tem as estrofes que Jorge & Mateus incluíram no “pôporri” do primeiro DVD?
Pior ainda é quando a música conta uma história. Pô, não dá pra cortar uma música que conte uma história. Músicas assim precisam e merecem ser cantadas por inteiro, do início ao fim. Imagina só você começando a contar uma história e simplesmente parando no meio?
Outro profissional que tem seu trabalho tratado feito lixo nesses casos é o arranjador do disco. Outro que teve que gastar neurônios para criar a introdução da música, aquele trechinho que faz a galera ir ao delírio na hora do show, antes mesmo que a música comece a ser cantada. Outro que teve que, em alguns casos, perder horas e horas pensando em alguma combinação de instrumentos que seja diferente do que já existe e que ainda assim possa causar uma impressão incrível no público. Aí os caras que fazem o “pôporri” simplesmente cortam o arranjo pra poder juntar as músicas na hora de gravar. “Dane-se o arranjo, afinal, o que o povo quer é ouvir a música e não o solo”. Dá pra acreditar?
E por último, mas não menos importante, o produtor da música. O cara que perdeu mais tempo ainda, que teve que aguentar alguns músicos com o ego maior que o talento ou que teve que passar por algumas dificuldades para conseguir finalizar uma canção que ele provavelmente não pôde fazer do jeito que queria porque o artista ou não tinha tanto dinheiro assim na época ou porque o mercado não iria aceitar aquilo, mas mesmo assim ainda é uma criação sua, em associação, claro, com o arranjador e o compositor. Na hora que a música é reaproveitada somente em partes, aquele trecho de harmonia do final que ele teve tanto trabalho para finalizar vai ficar perdido no tempo e a música vai para as novas gerações sem as idéias que ele inseriu nela. Uma pena.
Uma música merece, qualquer que seja o estilo, ser cantada em sua totalidade. O artista vive da música, afinal de contas, e não de pedaços dela. E os profissionais que trabalharam para que ela existisse merecem o mínimo de consideração, não é verdade? Se uma música se tornou sucesso a ponto de ser considerada para um “medley”, boa parte disso se deve aos profissionais que se envolveram em sua criação, e não apenas aos artistas que a cantaram pela primeira vez. O mais triste de tudo é ver que a galera ainda acha os “Pôporris” as coisas mais geniais dos discos da nova geração sertaneja. Pelamor…
Ah, esqueci de falar o último motivo que me faz odiar os “Pôporris”: ninguém consegue escrever essa merda do jeito certo. E “Potpourris” está certo, sim. O Google comprova hehe.





Marcão, pela primeira vez na historia do blognejo não vou poder concordar contigo!
Acho que se um compositor que teve sua musica gravada em, sei lá, 1987 e em 2011 tem ela ainda aproveitada em um disco, mesmo que em partes, deve sim se sentir orgulhoso!
Eu concordo com o marcão. Toco viola caipira e tdo que é churrasco que fazemos lá no sitio o povinho da cidade só sabe cantar “Chora viola”, “pagode em brasilia”, e varios outros pagodes pela metade. Musica tem que ser gravada inteira ainda mais se ela contar uma historia como as modas caipiras.
Abraços da Familia Zona da Viola!
nao concordo, pela 1 vez, kkk.
normalmente o Potpourri é regravação
de alguns anos atras q ja tava quase no esquecimento
q ae quem regrava em potpourri, tras pra relembra
normalmente isso e pra preenche o cd ou dvd, pq a musicas
de trabalha ae sim sao completas com sua historia etc etc
Concordo em partes, mas acho q poutpourris nao devem ser descartados da musicas, sao necessarios em certos momentos, joao paulo e daniel e bruno e marrone sao pra mim mestres nessa arte: jp&d sempre sabiam cantar a parte melhor de cada moda de viola e tocar o solo principal de cada musica, e b&m no cd ao vivo no olimpia com agora vai-passou da conta, no cd acustico ao vivo pp de boleros, pra mim sensacional. Outra forma legal de se usar e so no violao e voz como fez leo magalhaes no dvd de goiania.
Soh p finalizar pra mim poutpourris servem basicamente pra duas coisas: pra artistas consagrados fazerem uma releitura de seus classicos em um disco de trabalho comercial e pra novatos evidenciarem suas influencias musicias, logico q tem gent q soh copia e nem entende nada de musica, mas basicamente eh isso.
Ei fernando burro MUSICIAS foi foda aff…
Eu tbm não sou contra os medleys não, mas desde que sejam feitos com coerência.
O medley mais absurdo do mundo é um de xotes sertanejos que está no disco ao vivo do João Neto e Frederico do ano de 2008. Puta merda! Ninguém merece ouvir só os refrões de “Passa lá” e “Bobeou a gente pimba” serem emendados com uma estrofe de “Menino da Porteira” e em seguida ainda vem mais um monte de “refrõesinhos”. Pelo amor de Deus! É o fim da picada!
Mas tem medleys que até que ficam legais…
Por exemplo aquele do Grupo Tradição que tem as músicas “Chega” e “Fui dando porrada”, ambas de Leandro e Leonardo. Né Marcão?!
E ainda foram eleitas como versões definitivas aqui no Blognejo.
Aí cês vê aí!!! Hehehe
Ñ concordo, mas respeito suas opinioes sempre!
vc deu uma exagerada em alguns pontos!
É muita falta de criatividade mandar um texto desse em plenos dias que estamos ? Não tem algo mais interessante pra falar não ? Não da pra falar um pouco do livro do tonico e tinoco ? Ou do Cd novo do léo canhoto e robertinho ?
cara.. vai fazer umas aulas de português e, AHHH… não tinha assunto melhor não?
Concordo com você, Sr Marcos não tinha assunto melhor não ?
Só para vocês que estão aí confortavelmente com as suas contas bancarias cheias, e com a barriga cheia também a noticia do link a abaixo é antiga, mas acreditem se quiser de que não se modernizou em nada !!!
http://colunistas.ig.com.br/ricardokotscho/2009/01/21/aos-88-anos-tinoco-precisa-de-trabalho/
Leiam isso: Espero que leiam e reflitam sobre o que é o sertanejo hoje e quais são os motivos pra nós que damos milhões ao Luan santana, não se comprazemos com uma história destas, quando eu digo melhor assim pra falar é porque existem assuntos aonde a força politica, democrática, e de formador de opinião deste blog poderia influentemente ajudar.
Tinoco desculpas pelos que vão ler e não vão saber quem o Sr é ou já foi para o que alguns ainda sistematicamente ainda chama de musica sertaneja. !!!
putz como esse teco soh aparece pra enxer o saco aqui! e ainda diz que são criticas construtivas, veio cria um blog pra vc e expõe suas “belas” opniões lah ok?! abraço
Pra que criar um blog se temos o blognejo que democraticamente aceita todas as opiniões ? Eu sou fã desse cara que escreve, acho ele um bom defensor da real musica sertaneja, mas quando ele fala besteira cada um tem um jeito de falar e de não concordar não é ? E esse é meio jeito; se te incomodo me ignora e pronto !!!
o teco por q nao vai pentear macaco???? xarope!!!
Acompanho o blognejo desde o tempo de no embalo, e NUNCA vi um comentario positivo seu, alias sempre li seus comentarios e ignorei, hj que resolvi falar algo a respeito. Me desculpe mas vc pra mim nao passa de um TROLL. Valeu (e chega de debater c vc)
Mas ah stress véio…ehehe….
Hehe
Deu o impacto que eu imaginava.
Percebam que coloquei o texto em primeira pessoa e inteiramente subjetivo. O que quer dizer que eu expressei uma opinião minha, sem afirmar que essa é a verdade absoluta. Até pensei em fazer da ODEIO uma seção fixa, falando de coisas da nossa realidade mas que eu julgo ruins para o segmento, sempre de forma subjetiva.
Ah, e o tom ainda mais escrachado, beeeeem informal, foi intencional, pra deixar ainda mais dinâmico.
Enfim, objetivo atingido. Eu estava com saudades de ser xingado hehe
Eu não acho que o medley seja algo ruim, mas tudo depende da temática que pretende apresentar…
Se for por exemplo, uma sequencia de musicas do Zezé di Camargo, ou uma sequencia do Trio parada dura, etc…acho válido…
Agora juntar 3 musicas sem pé nem cabeça só por que tem a mesma sequencia de notas, isso acho horrivel mesmo….
Mas dependendo da dinamica do show o pout-pourri é algo importante para apresentar um maior numero de canções em um curto espaço de tempo.
Mas a sua opinião é válida e eu respeito Marcão!!!!
BOAAAA
Discordo em partes.
Gosto bastante dos Pout-Porris, é legal ver o pessoal mais novo cantando músicas mais antigas, por ser um tanto quanto incomum.
Agora concordo que o exagero (por exemplo, gravar 5 músicas em “1″) é condenável.
Veja no link abaixo um comentário elogioso ao meu modo claro. ( na boa amigo, o que é troll ? )
http://blognejo.com.br/textos-especiais/guarania-cult-e-imortal
Eu coloco também abaixo o que eu escreví:
TECO / 28 DE SETEMBRO DE 2011
Pois é, nesta eu tomei um tapa de luva de pelica… não posso falar nada.
Parabéns.
Então caro colega de blog SE VOCÊ DIZ QUE ACOMPANHA E LÊ MEUS COMENTÁRIOS, aprenda a ler primeiro !!! OU tome GINCOBILOBA para se lembrar.
Acho que você está falando isso por que ainda não viu o site http://www.tvhd.com.br
primeiro o sr marcos menotti diz que o po porri do tradiçao ”chega” e ”fui dando porrada” é o melhor de todos e isso e aquilo e bla bla bla,depois diz que odeia po purri?
???????????????????????????????????????????????????
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marcao vc tomou o remedinho hoje???
kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
hehe toda regra tem sua exceção…
se esse e seu gosto pessoal amigao,simples de resolver,NAO ESCUTE !
ma’quem disse que eu num gosto de ouvir? Só disse que poporri é uma coisa que atrapalha a valorização da história sertaneja. É só uma opinião, uai.
O Blog antes que era “gostoso” de ser ler… tá caindo na mesmísse. Agora parece mais um sitezinho comum, além de alçar voos maiores parece, parece que tá caindo (Igual aos times mineiros). De que adianta ‘arrumar’ grandes parcerias e conteúdo diminuir na qualidade.
Preferia o Blognejo antigo, tinha um Layout simples, era simples mas detinha o melhor que era a qualidade!
Axo q nao soh o blog, mas o sertanejo em geral parece que perdeu um pouco do seu foco, ainda domina o gosto popular, mas sei lah, nao se ve tantas novidades como antes, cds novos, musicas novas, coisas novas. Essa praga de musicas do estilo ai se te pego, tao banalizando muito o genero e essa “inclusao musical” onde todo mundo quer montar uma dupla, cantar, tocar, gravar faz com que tenhamos essa sensacao de dejavu (nao confundir com a banda…)nos lancamentos. To cansado de letras pobres, de cancoes com o ritmo e os acordes copiados umas das outras(mudando apenas o solinho da intro) mocada nova vamo mudar, senao vamos ser obrigados a ficar venerando os “macacos velhos” da musica sertaneja e ficar criticando o dono do blog que ja ta ficando sem o que postar devido a tamanha mesmisse…
nossa, gente, quanto drama…
Momento novela mexicana kkkkk
Acho que nem todos os “Pôporris” devem ser odiados. Um exemplo básico é a dupla Fernando e Sorocaba, que faz vários “pôporris” deles com as músicas antigas, trazendo aos discos novos.
Poporri é uma coisa legal, o o ruim é que todo mundo quer fazer de qualquer.
Sobre os trabalhos que os profissionais tiveram pra fazer a música, o artista que grava o poporri também deve ter um grande trabalho pra encaixar as músicas.
É claro que em alguns casos fica “nada a ver”, quado a música tem história e tal, mas muitas vezes o resultado é legal. Tem alguns poporris que viraram clássicos hein…
eu particularmente, acho os “pout-pourri” (sei lá como escreve essa porra!) muito bons, gosto pra caramba!