O homem do ano
Na última semana do ano é sempre bom fazer um balanço do que aconteceu no período. Já postamos inclusive a indispensável lista de melhores discos do ano. Mas não vou, como a maioria dos sites sertanejos, fazer uma retrospectiva dos fatos, afinal todo mundo já está fazendo. Vou, no entanto, me valer da mesma tática do ano passado e aproveitar a última semana do ano para postar textos relacionados às personalidades da música sertaneja que mais se destacaram nesse período.
Ano passado, se vocês se lembram, postei na última semana um texto sobre o podutor Dudu Borges e outro sobre a dupla Chitãozinho & Xororó, que completava 40 anos de carreira. Para este ano, postarei dois textos, um sobre cada uma das duas personalidades que foram a cara da música sertaneja em 2011: Michel Teló e Paula Fernandes. No texto de hoje, Michel Teló.
Creio que não houve no decorrer desse ano nenhum artista tão atacado, massacrado, excomungado pelos fãs mais tradicionais de música sertaneja do que ele. Tudo porque ele conseguiu protagonizar o maior hit do ano na música sertaneja a partir de uma música simples, pequena, e que, na cabeça de muita gente, foi uma das “maiores atrocidades já cometidas contra o explendor de nosso segmento”: a canção “Ai Se Eu Te Pego”.
Michel Teló vinha de um mega hit que, na correta visão de muitos, não tinha conseguido dar a ele o mesmo status que a própria música tinha atingido. A “Fugidinha” foi provavelmente o maior sucesso de 2010, mas isso não fez de Michel Teló o maior artista sertanejo do ano. Naturalmente, quando a música “Ai se eu te pego” foi lançada e logo começou a se proliferar, muita gente pensou que aconteceria o mesmo que aconteceu com a “Fugidinha”.
A música foi lançada no dia 19/07/2011, aqui no Blognejo e em outros veículos da Internet. Na semana seguinte já estava nas rádios. E em questão de dias a música alcançou um sucesso estrondoso. Surpreendeu pela rapidez com que isso aconteceu e pela repetição do feito do ano anterior. Houve quem apostasse que o Michel não conseguiria repetir o que ele havia conseguido com a “Fugidinha”. Mas conseguiu. A música já era um hit maior do que o hit do ano anterior e o Michel fez juz ao título de hitmaker da música sertaneja.
Daí o desafio. Repetir o feito de emplacar um hit era uma etapa concluída. A próxima etapa seria conseguir fazer de si um artista tão grande quanto a música que tinha emplacado. Acontece que a música já havia se tornado tão grande que um mega astro do futebol (Cristiano Ronaldo) que joga num dos maiores times de futebol do mundo (Real Madri) resolveu comemorar um gol dançando a dita cuja. E de mega sucesso nacional, a música “Ai se eu te pego” se tornou mega hit internacional.
Em questão de semanas, emplacou o primeiro lugar nas vendas do Itunes em Portugal, na Espanha e, recentemente, na Itália. O clipe da música, que já crescia espantosamente no Youtube, se tornou o vídeo mais visto do site no Brasil em todos os tempos (está perto de ultrapassar 100 milhões de visualizações) e está brigando pau a pau com artistas como Rihanna e Adele por uma colocação cada vez mais alta entre os vídeos musicais mais vistos do mundo. Ganhou versões em polonês, em grego e o próprio Michel Teló prepara o lançamento da versão oficial em inglês. Dos campos de futebol, a música migrou para as quadras de tênis, com ninguém menos que o Rafael Nadal dançando a música, e para a NBA, a principal liga de basquete do mundo, com jogadores do Denver dançando a música e postando vídeos da coreografia na Internet. Um fenômeno parecido com o da “Macarena”, que varreu o mundo na década de 90.
Claro que, com toda essa histórica repercussão internacional, a figura do Michel Teló de repente se tornou comercialmente interessante para os grandes veículos de comunicação. De repente passaram a notar que o Michel Teló dava audiência. Ele participou de todos os programas de TV possíveis e vem seguindo a via sacra televisiva desde então. Participou do Faustão duas vezes num curto intervalo de tempo. Para aproveitar o sucesso internacional da música, uma turnê européia já está agendada para depois do Carnaval e um contrato com a Sony Internacional já está ganhando forma.
O paradoxo, nesse caso, é que enquanto o Michel Teló se torna aos poucos o primeiro grande embaixador internacional da música sertaneja, muitos o atacam por teoricamente não preservar as principais características do segmento. Não dá pra entender, no entanto, o que de fato querem os críticos nesse caso específico. Afinal de contas o Michel Teló é reconhecidamente talentoso. É um cantor excelente, conhecedor da tradição da música sertaneja, com anos de estrada, com bagagem, instrumentista de mão cheia. Quem melhor que ele para esse cargo de “embaixador internacional da música sertaneja”? Ou será que o mesmo pessoal que brada críticas, com palavras de baixo calão inclusive, preferia que o principal representante do segmento sertanejo no mundo fosse um artista sem qualquer experiência ou bagagem musical e que não carregasse pelo menos dentro do coração muito da história da música sertaneja?
O Michel Teló se arriscou com o próprio público que já o respeitava enquanto artista legitimamente sertanejo e lançou seguidamente dois megahits que muita gente inclusive não aceita dizer que são sertanejos. Estranho como na música sertaneja todo artista que começa a fazer sucesso de verdade passa a ser acusado de abandonar o segmento. Aconteceu isso com Victor & Leo, com o Luan Santana, com a Paula Fernandes. Agora como pode alguém considerar não-sertanejo um cara que tocou em bailes a vida inteira, que manja muito da gaita de ponto (que aliás não é qualquer um que toca, afinal é diferente do acordeon tradicional) e que conhece a música sertaneja como poucos artistas da atualidade?
O fato é que Michel Teló alcançou o status que muitos acharam que ele não alcançaria. Hoje ele é, sim, um astro. E isso não foi instantaneamente como às vezes alguns pensam. Foi um trabalho de anos. O mérito é dele enquanto artista excepcional e das músicas muito bem escolhidas. De agora pra frente, é possível que muita gente siga duvidando da capacidade do Michel em continuar se mostrando um tremendo hitmaker. Afinal de contas, dizem que um raio não cai duas vezes no mesmo lugar. Mas espera um pouquinho: não caiu no Michel duas vezes? Será que uma terceira vez seria algo assim tão improvável?
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Update:
Coincidentemente, a revista Forbes publicou esta manhã em seu site um texto sobre o Michel Teló bem parecido com este que postei de madrugada. Cliquem AQUI para ler (em inglês).









ainda prefiro o michel telo tocando missioneiro, sanfonaaa mesmo, mas fazer o que, o sucesso pede Michel telo assim COMERCIAL… parabens pelos hits
Concordo em genero, numero e grau com seus argumentos , realmente esta colocando a musica sertaneja em outro patamar, mas tem que cuidar com carinho da carreira nacional porque se a conta dos shows continuarem a não fechar por aqui fica muito dificil, temos que observar que a maioria das cidades brasileiras não comportam caches tão altos e ai a conta sempre sobra pra alguem, mas sem duvida é o nome do ano com todo merecimento.
Alguém tem q ser a ponta-da-lança.
Trabalho
+
Dedicação
+
Foco
+
Persistência
+
Humildade
+
Simplicidade
+
Inovação
+
Bom gosto
+
Estratégia, etc… = RESULTADO
Sinônimo de RESULTADO = Michel Teló
Na vida tudo tem um porque. O Michel é o Mark Zuckerberger da música brasileira. Enfrenta uma hora de Faustão pedindo pra cantar uma música de cada uma das principais duplas sertanejas!? Constrói uma carreira bem sucedida de 12 anos e depois abandona esses 12 anos de histórias e conquistas para viver um sonho antigo e tentar crescer mais ainda tentando a sorte!? Enfim… Palavras para a fórmula da vitória do Michel são infinitas… Currículo na bagagem mais ainda… Mas a grande verdade é que ele conseguiu acontecer de verdade, como gente grande mesmo. Merece muito! Recomendo (para as pessoas que gostam de falar mal sem conhecê-lo) este vídeo aqui oh: http://youtu.be/uwsxx77q0gU Entrevista que o nosso grande Marcus aqui do Blognejo realizou com o M por volta de Abril de 2011, quando a “Ai Se Eu Te Pego” não tinha sido largada ainda. Quem ver o vídeo vai ver que quem trabalha, se dedica e não desiste nunca, sempre alcança! Não adianta. Vou continuar sempre adimirando essa cara, como adimiro desde 1999 quando ouvi falar dum tal de “Tradição” do MS! Parabéns Michel! Comece a pensar em outros planetas, pois esse aqui já está dominado, hehe! Parabéns Marcão, sempre dando as “real”! kkk!!! Feliz 2012 para todos nós!
Dificilmente o sertanejo “tradicional” faria tanto sucesso no exterior. Isso é triste, mas é a realidade. Um coisa é, ninguém consegue um sucesso desse por acaso, isso é realmente um mérito de Michel Teló. Tomara que ele leve mesmo um pouquinho da música sertaneja para todo o mundo, para todos começarem “acostumar” com o melhor ritmo de todos.
O Michel Teló não o primeiro a conseguir este feito, a dupla Leandro & Leonardo na década de 90 já tinha alcançado! A difernça é que eles cantavam música sertaneja romântica, e o Michel algo mais sensual, mas nem por isso ele deixa de ser sertanejo.
Ele foi o cara sim, é fato.
Fez sucesso por que cada vez mais o povo gosta de MERDA (desculpem a palavra) mas eu nunca tinha visto uma música com uma letra tão sem criatividade em todas as partes. Mas parabéns ao Michel que conseguio alcançar esse status, se ele não fosse bom, ele jamais teria colocado essa musica no topo das paradas de sucesso. Torço que em 2012 o sertanejo universitário seja bem melhor do que esse ano!
O Michel é super talentoso e criativo, tem suas raizes no sertanejo, o sucesso “Aí se eu te pego” é sim um grande sucesso, só não é uma canção sertaneja.
Concordo plenamente!
Ah Jhones! Logo vc!?
Hum, hum! O que é uma canção sertaneja então?!
Fabinho meu parceiro de composição, música sertaneja tem em sua construção o romântismo, o sofrimento, a raiz, a bebedeira e o duplo sentido, por fim tem um lado mais tímido pra se falar! E o “Aí se eu te pego!” é muito direto na letra, descaracterizando assim a música do gênero sertanejo.
A música sertaneja deixou de ser exclusiva do sertão eu sei, mas não podemos mudar-la, temos que aceita-la com ela é, se não teremmos que criar um novo estilo músical “Urbanismo”!
Ah parei Jhones!
Isso tudo que vc falou num é argumento.
Você é fã descarado do sertanejo da década de 90. Nem de música de raíz vc é muito fã.
Prova disso que vc não aceitou muito bem a idéia de que o CD de João Carreiro e Capataz tenha ganhado o como o CD do ano.
Na verdade nem ouví-lo com a atenção necessária creio que tenha feito.
Já não é de hoje que o seu radicalismo te faz virar a cara pro novo.
Agora se vc defende que movimento de 1990 que era extremamente “moderno” faz parte do estilo sertanejo por que dizer que essa “nova geração” não faz?! Por que dizer que essa música não sertaneja?!
Na época que Chitãozinho e Xororó surgiram muitos disseram o que vocês está dizendo meu caro. No mundo tudo evolui.
Confesso que até eu estranhei essa música e concordo que a letra dela não é essas coisas, mas…
Você outro dia defendeu que o disco da Paula Fernandes tinha que ser o disco do ano por causa da aceitação do público… é incoerência tua dizer então que essa música não é sertaneja se o público a aceitou como tal.
Pensa aí Jhones, acho que vc vai acabar concordando comigo, rsrsrsrs. Abração
Meu amigo Fábio Roque, sou fã sim da década de 90, concordo com você quando você diz que muitos diziam que Ch & X não eram sertanejos, mas a diferença é que eles provaram à todos que são sertanejos, fazendo trabalhos moderno sem fugirem da essencia do gênero, por isso estão aí completando 40 anos de carreira fazendo sucesso, já quem está surgindo hoje o máximo que consegue é hit que caí na boca do povo e depois desaparecem, como exemplos temos aí a dupla Victor & Léo, o Luan Santana parece passado e o próximo eu espero que não seja o Michel, pois gosto do trabalho dele desde o tempo do tradição, mas o motivo desta bagunça incruel com os artístas é o fato que cresce mais o número de artistas sertanejos no Brasi do que a taxa de natalidade na China, por fim os novos talentos do sertanejos passam e o Daniel, o Leonardo, ZC & L e Ch & X ficam.
A canção “Fugidinha” também não era sertaneja, e foi um sucesso, principalmente na voz do Michel Teló, outros exemplos como Doce Desejo do Bruno & Marrone,(composição do próprio Bruno); A Força do Amor com Rick & Renner,(versão do sucesso do Roupa Nova) entre outros, a questão é que quando uma canção é gravada por artista sertanejo, ela ganha um tratamento igual a do gênero!
o que é a “Ai Se Eu te Pego”??? Em qual segmento ela se encaixa???.
Deixa Marcão! Ele não saberá responder, hehehehe
Depois que você disse que o último trabalho do Leonardo é brega, o “Aí se eu te pego” pode ser sertanejo! O que eu estou dizendo é que a música não nasceu no meio sertanejo, e para provar isto é só dá uma lida no texto da máteria a baixo.
Os compositores do grande sucesso são Antonio Dyggs e Sharon Acioly.
— Costumo dizer que essa música nasceu com uma estrela. Nossa parceria deu muito certo — conta Dyggs.
O então funk “Nossa, assim você me mata” nasceu em 2008, numa brincadeira de Sharon,…O refrão-chiclete chegou aos ouvidos de Dyggs, dono de uma casa de shows em Feira de Santana, que compôs a letra do agora forró.
Sharon, autora do também hit “Dança do quadrado”, diz que só agora consegue tirar proveito da fama:
Leia mais: http://extra.globo.com/tv-e-lazer/compositores-do-hit-ai-se-eu-te-pego-sharon-acioly-antonio-dyggs-comemoram-sucesso-da-musica-3273547.html#ixzz1i1IWicae
Gostei do texto, muito bom!! E vc disse uma verdade é só a pessoa começar a fazer sucesso, que passa a ser acusado de abandonar o segmento, e lá vem uma enxurrada de críticas e ofensas! Mas…infelizmente o brasileiro é assim, ao invés de apoiar e ficar orgulhoso de ver um brasieliro fazendo sucesso aqui ou lá fora, que vem um monte de pré-conceituosos falar M¨&*@. O pessoal que se dizem ‘cultos’ acham que o sertanejo não presta, mas ao contrário, é a música do povo brasileiro, que faz o povo sonhar, rir, chorar, cantar e se emocionar. Portanto, a música sertaneja raiz ou universitária, merecem respeito!!
Pra quem ainda não viu, tá aqui: http://migre.me/7kP26
Alguma dúvida será? kkkkkkkk
Um monte de gente sempre reclamou do preconceito que o sertanejo sofre. Quando aparece alguém pra quebrar isso, lá vai preconceito pra cima do cara.
Esse é o cara mesmo!
O Michel Teló foi o cara do ano e a Paula Fernades a queridinha do Brasil, parabéns aos dois!
2011, um anos excelente para o sertanejo na minha opinião, por conta de artistas fantásticos como Michel Teló.
A música ” Ai se eu te pego” é muito menos baixa do que muitas outras lançadas por artistas SERTANEJOS sejam antigos ou novos e isso não é de hoje não. Acho um exagero esse ataques!
incrível como as pessoas esquecem de Leandro e Leonardo, quando o assunto é sucesso internacional, de música sertaneja!
quem já rodou o continente sabe o que eu tô falando!
Cara, leandro e leonardo na américa latina e no japão; Milionário e josé rico na china e por aí vai. Mas o Michel Teló tá estourado NO MUNDO INTEIRO, CARA. NO MUNDO.
Mas o sucesso mundial se deve muito aos jogadores brasileiros que ensinaram a dança ao Cristiano Ronaldo que comemorou um dos seus gols dançando o “Aí se eu te pego”, e como ele é uma pessoa muito famosa e copiado a dança se espandiu, mas se não fosse por isso talvés não. Na Europa as pessoas conhecem o hit, mas não o cantor.
Aí que você se engana Jhones!
Exatamente por causa da música o público internacional se interessou pelo cantor.
Prova disso é a matéria da Frobes.
Quer prova maior de sucesso do Michel que essa matéria?!
Claro que talvez esse “oba oba” passe rápido, mas pelo menos o nome do Brasil e do Michel chamaram atenção dos gringos nesse fimzinho de ano. E isso já é uma grande feito pro nosso estilo musical que até pouco tempo era mega discriminado.
Isso é bom pro sertanejo
Que ele possa abrir as portas da europa para a música sertaneja. Não tenho a menor dúvida de que conseguirá. A música sertaneja e a do Teló é divertida, despreocupada e irreverente e isso faz sucesso em toda parte. O mundo vai se surpreender quando souber que a música sertaneja é a mais popular no Brasil e não o samba como a rede globo exporta. Já perceberam como a Globo tenta á todo custa diminuir a amizade que o Gustavo Lima tem com o Neymar? A Globo quer que o Neymar influencie os jovens à gostarem de Samba e não de Sertaneja. Ela sempre fez isso para conseguir seus objetivos políticos. A nossa função é fazer todos verem que a música Sertaneja é a preferida da grande maioria dos jogadores de futebol, inclusive e principalmente do Neymar. Gente falando mal sempre vai ter isso é um indicador de sucesso e destaque no Brasil. Parabens Michel Teló.
Verdade!
Jajá ele some.
Aí uma boa matéria sobre a força do Sertanejo…
http://g1.globo.com/pop-arte/noticia/2011/12/crepusculo-charlie-brown-e-posto-de-gasolina-inspiram-novo-sertanejo.html
O Michel realmente é uma pessoa do bem, de caráter, verdadeiro, que sempre tratou bem a todos. O defeito do Michel é um só: o irmão picareta que ele tem e que tem má fama nos bastidores da música e do showbusiness. Não fosse isso, o Michel iria ainda mais longe. Infelizmente laços de sangue são difíceis de romper, mas como dizem, a verdade sempre aparece, cedo ou tarde.