Uma nova troca de poderes?
Definitivamente, vídeos em HD e Internet Banda Larga 3G são como água e óleo: não se misturam. Estou desde segunda-feira tentando upar o vídeo com a cobertura do Curitiba Country Festival, mas infelizmente ainda não tive sucesso. Duas tentativas que falharam após 8 horas de Upload. Eu sei, dá vontade até de cortar os pulsos quando isso acontece, mas continuamos aqui tentando. Se Deus quiser de hoje não passa. Enquanto isso, fiquem com mais um de nossos textos.

A cada novo ciclo da música sertaneja, há uma troca necessária e inevitável de poderes entre artistas. Os veteranos involuntariamente cedem espaço aos novatos, que depois de anos se tornam veteranos e cedem espaço a outros novatos que eventualmente vão aparecendo. Essa cessão de espaço na verdade é uma substituição junto ao gosto e clamor popular. A cada época, um determinado grupo de artistas predomina. Isso é natural. Quando chega a época da troca de poderes, ela inevitavelmente acaba acontecendo, mesmo com choro e ranger de dentes.
A cada nova troca de poderes, ou passagem de bastão, o artista “cedente” pode ser contemplado com duas coisas: ou ele eleva seu status e se consagra definitivamente, livrando-se do ostracismo, ou ele vai pro limbo, ficando eternamente sujeito ao apontar de dedos de uma galera maldosa, geralmente acompanhado de palavras como: “aquele cara nunca chegou lá…”. O mega sucesso numa determinada época nem sempre leva à definitiva consagração. Às vezes o cara deixa de fazer parte do grupo dominante tão rápido quanto quando começou a fazer. Além disso, dentro de cada ciclo, é bem clara a existência de subciclos, que são a grosso modo a engrenagem que ajuda a moldar o ciclo principal do qual fazem parte.
Vamos citar exemplos práticos de como isso acontece, em ordem cronológica, para que fique mais fácil a compreensão dessa loucura que eu me atrevi a iniciar. Pelo menos de acordo com os ciclos que eu percebo claramente terem sido a engrenagem da música sertaneja nos últimos 36 anos. Entre 1975 e 1990, por exemplo, tínhamos uma certa predominância de artistas como Milionário & José Rico, Chitãozinho & Xororó, João Mineiro & Marciano,Trio Parada Dura, e alguns outros em menor escala (Chrystian & Ralf e Matogrosso & Mathias, por exemplo). Em meados de 1990, no entanto, aconteceu a tal passagem de bastão, a tal troca de poderes. Na verdade, a mesma coisa tinha acontecido antes para que estes artistas mencionados pudessem passar a dominar o mercado.
Nesta troca de poderes de meados de 1990, Chitãozinho & Xororó conseguiram se adaptar e mudar de “geração”. Se tivessem mantido a mesma estratégia de trabalho, provavelmente não teriam entrado na década de 1990 ainda como uma das duplas mais populares do Brasil. Milionário & José Rico passaram a não mais fazer parte do grupo dominante, mas no entanto subiram de nível. Continuaram com uma agenda consistente e com o respeito da classe. Já João Mineiro & Marciano encerraram as atividades e o Trio Parada Dura ficou apenas com o respeito da classe e o status “cult”, mas o sucesso definitivamente nunca foi o mesmo de outrora.
Entre 1975 e 1990 percebem-se dois subciclos: a fase inicial, com Milionário & José Rico e Chitãozinho & Xororó dominantes (o que se consolidou com os sucessos da música “Fio de Cabelo” e do filme “Estrada da Vida”) e, logo depois, a saudável disputa entre Chitaozinho & Xororó e João Mineiro & Marciano pelo posto de principal dupla sertaneja da época (o que rendeu inclusive uma matéria na revista Veja na época).
Após essa época, entra outro grupo dominante. Entre 1990 e 2005 temos como artistas dominantes: Chitãozinho & Xororó, Zezé di Camargo & Luciano, Leandro & Leonardo (e depois somente o Leonardo), Chrystian & Ralf, Gian & Giovani, João Paulo & Daniel (e depois só o Daniel), Rionegro & Solimões, Bruno & Marrone e Edson & Hudson. Talvez a partir de Bruno & Marrone poderíamos até pensar num novo ciclo em formação, mas o fato é que Bruno & Marrone e Edson & Hudson ainda seguiam uma linha que os credenciava a fazer parte deste grupo, já que o próximo que surgiria seria completamente diferente.
Nessa fase, os subciclos são mais evidentes. O primeiro, óbvio, é a ascensão de Zezé di Camargo & Luciano e Leandro & Leonardo. Depois, temos o sucesso da dupla João Paulo & Daniel, abruptamente interrompido. Continuando, temos o crescimento de Rionegro & Solimões e, para encerrar o ciclo, a explosão da dupla Bruno & Marrone. E também acho que é meio óbvio quais artistas se deram bem e quais não se deram.
Chitãozinho & Xororó, Leonardo, Daniel e Zezé & Luciano conseguiram atingir o nível que Milionário & José Rico haviam atingido na troca de poderes de meados de 1990. Não estão na boca da galera e nem na crista da onda, mas ainda contam com uma agenda consistente e o respeito absoluto da classe sertaneja. Zezé di Camargo & Luciano, aliás, são os que mais relutam em aceitar a situação e perceber que subiram de nível e não deveriam tanto se preocupar com o que o mercado atual apresenta.
Já Rionegro & Solimões, Gian & Giovani e Chrystian & Ralf passaram a fazer parte do rol de artistas que gozam de respeito e têm um público fiel, mas que estão longe de fazerem parte do grupo dominante. Edson & Hudson, enfim, não existem mais como dupla. A única dupla dessa fase que parece ainda ter chances de conseguir o que Chitãozinho & Xororó conseguiram na troca anterior de poderes é Bruno & Marrone. Primeiro porque são meio que o marco inicial da mais recente passagem de bastão. A troca não aconteceu definitivamente com o estouro deles em 2001, mas foi ali que ela começou a ganhar contornos definitivos, para ser iniciada com mais segurança em meados de 2005. Segundo, porque se preocupam em se adaptar ao mercado, apesar das constantes barcas furadas nas quais têm entrado na tentativa de se mostrarem modernos.
A partir de 2005, uma nova ordem sertaneja começou a ser desenhada. De lá pra cá, temos como grupo dominante: César Menotti & Fabiano, Victor & Leo, Jorge & Mateus, João Bosco & Vinícius, Fernando & Sorocaba, Eduardo Costa, Grupo Tradição, Luan Santana, Maria Cecília & Rodolfo e, mais recentemente, Paula Fernandes, Michel Teló e Guilherme & Santiago, que passaram pelo ciclo anterior como coadjuvantes e surpreenderam todos ao conquistar um considerável espaço de um ano pra cá. O que se vê atualmente, no entanto, é uma nova ordem sertaneja prestes a ser formada. Entre essas duplas e artistas mencionados, alguns vão, como outros mencionados anteriormente, subir de nível e gozar de eterno prestígio e consagração. Outros parecem caminhar para uma fase de queda. Na verdade é cedo para afirmar com certeza quem vai subir e quem vai descer.
A nova ordem sertaneja que parece estar se formando, se levarmos em conta os comentários de bastidores, o interesse do público e outros fatores, inclui artistas que até então não tinham tanto apelo popular, mas que agora parecem estar começando a conquistar um espaço considerável. Alguns nem são conhecidos ainda, mas a aposta neles é alta. Na verdade ainda não se trata de uma nova troca de poderes, já que os escritórios, managers e empresários são em regra os mesmos dos outros que dominam o mercado atualmente. Somente os artistas é que parecem estar sendo “substituídos”, com o perdão da expressão. Aliás, em alguns casos os próprios empresários, managers e apoiadores, mesmo trabalhando com artistas diferentes, têm se unido em prol de interesses em comum, a fim de fazer o sucesso de novos artistas.
A turma responsável por Jorge & Mateus e Maria Cecília & Rodolfo, por exemplo, tem aberto espaço para apostas como Gusttavo Lima, Humberto & Ronaldo e Munhoz & Mariano. A equipe “Fernando & Sorocaba”, que já tinha auxiliado o Luan Santana a chegar onde chegou, agora se volta para Henrique & Diego. A própria equipe do Luan agora também volta os olhos para novos artistas. Fecharam contrato com a dupla Conrado & Aleksandro. A turma da dupla Victor & Leo está totalmente focada na dupla Fred & Gustavo. Bruninho & Davi estão contando com o apoio de empresários envolvidos com João Bosco & Vinícius, Michel Teló e Jorge & Mateus. E Kleo Dibah & Rafael são a nova aposta do empresário que ajudou César Menotti & Fabiano a chegarem aonde chegaram e ainda contam com o apoio de profissionais envolvidos com João Bosco & Vinícius. E olha que ainda têm muitos outros que prometem fazer um barulho considerável nos próximos tempos, como Marcos & Belutti, Jean & Jullio, João Carreiro & Capataz e muitos outros…
Deu pra entender a salada? Às vezes um mesmo artista conta com dois, três empresários que às vezes também têm outros interesses em vista e, mesmo continuando sócios naquele determinado projeto, não necessariamente se unem em prol de um novo projeto. Munhoz & Mariano têm um empresário em comum com Maria & Cecília & Rofoldo, mas não tem com Jorge & Mateus, por exemplo. O que eu quero dizer é que, ao que parece, uma nova ordem está sendo formada. Novos artistas serão lançados com toda a pompa nos próximos meses e a tendência é que alguns artistas que estão no mercado comecem inevitavelmente a perder espaço. Outros da atualidade, em contrapartida, serão alçados ao status de estrelas. Mas isso só poderá ser objeto de tese quando o ciclo terminar. Seguindo a ordem natural das coisas, geralmente são 15 anos, ou seja, provavelmente vamos presenciar muitos e muitos subciclos até 2020, hehe. Pelo jeito ainda passaremos longos 9 anos aturando a reclamação daqueles que ainda estão parados na troca de poderes de 1990…






Nossa Marcão! Vc é o grande rei do óbvio! Que texto mais inútil! Parece até redação de aluno da oitava série que enroooooola até conseguir escrever 15 linhas. Tsc, tsc.
Maravilha de texto, bem explicativo. Acho que no momento existe um vácuo e acho que pode ser preenchido duplas como Jeann e Julio, Marcos e Claudio e Marcos e Belutti…três duplas que resgatam algo que parecia um pouco perdido na música sertaneja com JB & Vinícius, Maria Cecilia e Rodolfo, Michel Teló que é a potência de uma primeira voz de qualidade.
Cade o grupo Tradicao? Como eh que voce ignora um dos principais responsaveis pela renovacao do sertanejo?
Daniele Dark,
Ok, professora, no próximo escrevo como vc tá mandando. Quem sabe eu ganho pelo menos 3 estrelinhas da próxima vez né?
Deixei o Tradição de fora da lista, pq a questão aqui não é quem é melhor ou quem é responsável pela renovação e tals. É só pra mostrar a troca de poderes. Afinal, eles infelizmente não alcançaram o sucesso que merecem ainda. Mesmo na fase áurea. Não fizeram parte da tomada de decisões, como os outros fizeram… E outra: o ciclo ainda não terminou. Depois de finalizado é que vamos poder estabelecer até que ponto chegou a importância de cada artista neste ciclo.
Parabéns pelo texto, Marcão!
Também acho que Marcos e Belutti merecem destaque, afinal, acho que de todos os novos, as melhores vozes são deles, e , afinal de contas, de todos que “ficaram” no poder de outros anos, pode ver que são os que tem as vozes mais lindas e cantam num tom bem alto.
Abraços à todos!
Mudei o texto para inserir as sugestões, já que a galera infelizmente está achando que esse texto é sombre quem é importante. Uma pena de novo não conseguir me fazer entender…
Bom dia moçada do bem!
Ficaram muito bacanas as referências citadas.. A gente vai visualizando os projetos, as barcas furadas e os acertos desses artistas em busca de um lugarzinho ao sol, à medida que a ‘coisa’ foi mudando…
Teria espaço ainda para um segundo texto.. citando um terceiro grupo. Os que nunca “estouraram”, o tempo passou, o ciclo mudou… e eles continuam por aí.
Mas, resumindo.. hoje o que molda esse ciclo não é mais a qualidade do novo artista que surge.. é o poder! Portanto, se você é artista e atualmente faz parte de algum desses ‘grupos’, cuidado! Amanhã ou depois as atenções dos que hoje lutam por você podem se virar para um outro qualquer.
Como diria “Gaspar”… “!!!! x $$$$ – Who wins?”
legal
Marcão concordo com tudo aí. Muito bem explicado, acompanhei tudo isso desde 1994, que eu me lembro por gente hehehe.
Eu só colocaria um mini ciclo de 2001 a 2005. Porque realmente 2001 para mim foi um ano de mudanças (lembro até de um texto do Fabinho aqui falando dessa época).
Em 2001 surgiram para a mídia Rionegro & Solimões, Bruno & Marrone e Edson & Hudson, GUILHERME & SANTIAGO (que fizeram um sucesso bruto na época) e ainda incluiria Gino & Geno, que alcançou sucesso com a produção de Rick do CD que estourou com Coração Cigano.
Aí sim em 2005/2006 a música mudou completamente com Cesar Menotti & Fabiano, Victor & Leo, João Bosco & Vinícius etc, para os dias de hoje.
Não é difícil dizer quem vai gozar de prestígio e consagração dos novos. Quem fez diferente?
- Victor e Leo
- Fernando e Sorocaba
- Eduardo Costa
- Jorge e Mateus (se manter a qualidade do último CD, pq se continuassem na pegada anterior tsc tsc tsc)
Pra mim a dupla que tá representando bem a nova geração com respeito as raízes sertanejas é
JOÃO CARREIRO & CAPATAZ, não consigo ver o futuro da música sem um estrondoso sucesso dessa dupla!
Abração Marcão!
Ótimo texto…
-Grupo Tradição: Fez sucesso após as gravações dos DVDs, Micareta Sertaneja 1 e 2 onde ‘explodiram’ para o Brasil, depois da saida do seu porta voz Michel Teló e mais algumas baixas a banda se restringiu e andou fazendo shows de pequeno e médio porte para divulgar a nova formação, com a gravação do novo DVD que já ocorreu neste ano o Grupo deve voltar a ser “mais conhecido”.
-Fernando & Sorocaba: Sucesso no Paraná, Tornaram-se conhecidos no Brasil inteiro após o hit: “Bala de Prata” junto com o DVD de mesmo nome. E Atualmente sem sombras de dúvidas é a Melhor dupla da Nova Geração Sertaneja
-Jorge & Mateus: Melhor dupla sertaneja universitária, até metade do ano passado, depois do lançamento do último CD onde algumas canções parecem mais Pop do que Sertanejo cairam de popularidade em alguns lugares (Melhor Cd da Dupla: J&M – O Mundo é Tão Pequeno)
-Victor & Leo: Crescem como Sertanejos, recusam o rótulo de Sertanejos e desdenham dos novos Sertanejos.
Provaveis sucessos do ano: Gusttavo Lima, Munhoz & Mariano, Seu Maxixe, Grupo Herança…
Essa é minha opnião, lembrando que ninguém é dono da verdade! =)
Apenas faltou O ELEMENTO mais importante durante o ciclo atual:
O Apocalipse (Sertanejal)
(rss)
falando nisso, o novo cd-dvd do bruno e marrone vai ser produzido pelo dudu borges, ou seja todos podem esperar um 10 no review aqui do blognejo! RSRSRSRS
Não iria nem escrever. O texto está interessante. Respeito muito sua opinião. Mas a última frase é provocativa, desnecessária, e incita à discórdia. Hehehe.
As passagens são normais, já falei isso trocentas vezes por aqui. Sem aquela bobagem do RodaVida, que o velho sai de cena cabisbaixo, por que não se “adaptou”, que é visão estreita, mas a rotatividade vai acontecendo. Novos artistas vão aparecendo e se juntando à Meca. Os melhores e os mais espertos$$ acabam continuando suas carreiras de sucesso, sem muitos percalços.
As trocas temporais das duplas citadas no início são factuais, e em cada caso, muitos acontecimentos e situações ocorreram. Mas falar, apenas, falta de “Adaptação” é raso. O principal acontecimento para o distanciamento, citando um exemplo mais recente, foi o próprio monopólio, como sempre Global, com as duplas dos “Amigos”. Factual. Ou , porque, simplesmente, os caras estão ficando mais “experientes”. Pra não escrever velhos. Hehe
O sucesso em si não é tudo. Há o reconhecimento, o respeito, coisas que vão além do poderio financeiro. E a vida artística segue.
Como você bem mencionou, não se diminui a qualidade de ninguém por não fazer mais sucesso. A arte bem feita, honesta é eterna e é escrita na pedra.
Se houveram manifestações contrárias, a cada rito novo, foram esparsas e momentâneas, jamais como é hoje. Quem reclamou, por exemplo, do sucesso de um Rio Negro, ou do Bruno ou do Edson. Só se fosse doido. Os caras são talentosos como eram os antigos. Essa cantilena de “Ah vai ter sempre gente reclamando” é o mais puro engodo discursivo. E no fundo você sabe disso. A questão é outra. Mas parece que precisa demonstrar o contrário.
Até 2005, você só tinha citado duplas Tops. A partir daí o negócio descambou. Exceções à parte, dá medo dessa lista tua. Principalmente, das apostas das duplas que estão nas cabeças hoje em dia, que por sinal já são bem meia-boca. Imagina a cria dessa galera. Medo profundo.
Dá mais medo ainda você acreditar nela e achar completamente normal essa troca, de algo nivelado lá em cima por isso que está aí hoje nesse nível tão baixo. Que Salada indigesta essa a sua. Hehe. Repetindo: Exceções à parte.
Pior é mencionar e querer acreditar que o motivo de quem reclama disso é por que está parado no tempo. Risível. Acredito firmemente que, se o padrão transicional fosse a Paulinha Fernandes, as composições do Victor, as interpretações do Luiz Cláudio (colocando como algo novo – forçando um pouco a barra.. é por que são tão poucos exemplos de grandes intérpretes) do Alex, ou até mesmo do Belutti (com outras músicas logicamente), a verdade de um Eduardo Costa, as reclamações seriam poucas. Coisas normais da passagem gradual entre o antigo e o novo. O que agride a inteligência (e os ouvidos) é ter como referência, hoje, duplas sem identidade, produções onde o norte é a repetição, o vocal do Jorge, do Vinicius, do Sorocaba (e suas “inestimáveis” composições), da Maria Cecília, e ladeira a baixo.
Antes a troca era justa: saia , um pouco das cabeças, Milionário e José Rico e entrava um Chrystian e Ralf, saia um Tião Carreiro e entrava um Gian e Giovani ou João Paulo e Daniel. Entrava uma dupla de irmãos que de repente vendem 3 milhões de Discos ou entra um cara como o Zezé, que muda o sertanejo para sempre, mas agregando qualidade.
Indo além, de repente aparece um Chitão e Xororó renovado, no caso um Edson e Hudson. Ou entra em cena um cara cantando pra burro e pedindo abre-alas que eu cheguei: no caso de um Bruno. E por aí vai.
Os Ritos mudam, não quer dizer , sempre, que evoluem. Natural. Mas para se legitimar artisticamente alguém, ou algo ou uma obra, o valor técnico deve ser compatível. IMO.
Tomara que você esteja errado, e que o bastão que essa geração passará, seja para uma turma mais talentosa. ( eu não acredito nisso, hehe, é só sonho mesmo)
Pra mim o estrago está feito. O pior que poderia acontecer ao sertanejo aconteceu, que foi segmento se sujeitar ao gosto da turminha descartável, geração Vodca Absolut com energético.
O resumo da ópera: Você compra e acredita nesses caras. Não compro e não acredito nesses caras. Não possuem gabarito necessário para substituir a galera antiga. Infelizmente. Apesar de serem Suces$$$$$$$$o!!!!
Mas é isso aí. São só mais nove anos aí pelas suas contas de reclamação. Acho que você aguenta. Ou quem sabe o GasparDramus esteja com a razão, e esse negócio já não JAZ mais rápido que o esperado. Hehehe.
Obs1: pra amenizar vou dar um depoimento para servir como guilty pleasure: atualmente, eu respeito o Jorge como cantor. Talifãs, podem dormir tranquilas (os). Hehe.
Obs2: Só pra agregar, um pouco de descontração, e de aprendizado também. Sempre é bom escutar coisa boa. Listen and learn please http://www.youtube.com/watch?v=h8DnpNAheBQ. Para aqueles que acham o Sorocaba o supra-sumo das composições (Jesuissss Cristimmm )… Hehe
Apocalipse now msm. Tem muita porcaria no meio infelizmente e o pior, tem gente dizendo que gosta de sertanejo e nem sabe o que é. “Amo sertanejo” vai ver é só uma dupla ou outra. O resto é lixo. A desunião total do gênero e babação de ovo do meio. Vc vê isso bem claro nas repercusões de premiações ou em post elogiando ou criticando este ou outro cantor/dupla.
O que se nota é que a tendência de cada ciclo é q o bolo aumenta mais. No ciclo dos anos 80 predominavam umas 3 ou 4 duplas. No dos anos 90, 4 ou 5. Já no de 2005 p/ cá, umas 6 ou 7 duplas e pela primeira vez, artistas solos. Vamos ver se essa tendência continua, mas para mim o bolo agora vai ser tão grande que nem vai dar mais p/ definir nada.
Na minha humilde opinião os que batalharam mto para chegar onde chegaram, que acreditaram e foram a luta de um jeito ou de outro terão sempre lugar no topo (com algumas variações) pq a música sertanjena ou só a música em si está na veia.
Duplas e cantores que hoje são considerados top mas que não tem nada a ver com o sertanejo irão passar. Para estes o ciclo irá acabar. Tem gente cantando sertanejo pq o gênero está em alta. É só olhar para a cara e o estilo para ver que não tem nada a ver com a coisa. Tem dupla aí no topo com menos de 4 anos de carreira. Topo ??????? Sertanejo cai amanhã estes caras tão tocando rock.
Faiouuuuuuuuu!!!!
Por queeeeeeeeee???????
Agora vai dar…
Desculpa meus amigos…
http://www.youtube.com/watch?v=h8DNpNAheBQ
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COMUNICADO IMPORTANTE – GASPAR, GASPARDRAMUS
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Finalmente CEDI as pressões (UEeeEPPA ?? hã ?).
FIZ UM TWITTER (OFICIAL) – GASPAR !!! (ME SIGAM)
http://twitter.com/gaspardramus
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Vamos ver o que acontece.
Faz parte do processo de reencarnação.
Ah, e quero MUITOS SEGUIDORES, hehehehe. (MAS não é ISSO o que TODOS QUEREM ? rssssss)
ENTÃO ME SIGAM, puerra.
ABRAÇO A TODOS. Vamos ver no que dá.
Nos vemos.
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Patrocínio:
Marcus Blognejo – table de coment’s
parabéns ao DiPietro, fez um comentário bem melhor que o texto do post, muito bom!
Muito bom o post… E acredito que a ordem da passagem de “bastão” é mais ou menos essa.
E viu Marcão uma boa sugestão de pauta seria da música do Sul, de cantores que tocavam em grupos de bailes, mais vanera mesmo. E hoje em dia se destacam a nível nacional. Como Hugo Pena e Gabriel, Eric e Mateus,entre outros. E falar sobre os que hoje seguem carreira solo na esperança de terem mais chance de “estourar”. Ex: Anderson Nogueira(ex tradição) Victor Pedroso(ex garotos de ouro e alma serrana) Jairinho Delgado(ex Talagaço) Xandy Correa(ex tche garotos e só modão)< Esse to cantando a pedra agora, canta muitooo é questão de tempo pra estourar.
E tem outros que não citei também… Mas era isso, fica a dica. Abraços
Ola maracão boa postagem… VC citou diversos ciclos…porem os ciclos anteriores com os que tem a dupla chrystian e ralf, milhonario e jose rico…..etcc.. tem o seu vestigio ate hj..seja eles cantando ou outras duplas regravanos…somados são mais de trinta anos de sucesso…agora os cilcos realmente mudaram, porém de forma comercial sem talento, manipulada, passageiro, será que daqui 15 anos alguem vai ouvir falar de luan santana e tantas outras duplas ai que estão nessa salada de frutas. A verdade é que os ciclos do luan santana em diante será cada vez mais superficial e comercial ,fará sucesso mas nunca será respeitado, não será duradouro, nem se que terá um publico fiel. E a questão de duplas que não se submeteram a isso e que estão sumidas da midia como chrystian e ralf. gian e giovani entre outras, penso que eles optaram por não estragarem seu profissionalismo adquirido ao longo da carreira cantando esse sertanejo barato e futil que esta tocando por ai..claro tirando algumas execões como Paula ferandes etc…
O povo fica bravo à tôa demais…
Parou no Victor e Leo. Dái em diante não sigo mais. Só os antigos pois para mim nada de novo no front.
Que isso Marcão. Eu não to bravo não!!! Só se eu te ver, vou te dar um bicudo a lá Anderson Silva em cima do Belfort. Scalaaacafatbummmmm. Pulffff.
Hehehe.. Até parece. Hehehe
E aí Marcão? Já tinha escutado esse especial com a Fátima?? Dá uma olhada na música a partir dos 34 minutos. PQP. Em vez de gravar isso , o Bruno grava “perdeu playboy, você só quer se aproveitar do meu corpinho”. Deus do Céu. Que p….. é essa???.
O Bruno, sim, que merece levar umas bordoadas. Um pescotapa, seguido de um sossega-leão , uma omoplata voadora e depois uma Anaconda Choke. Hehehehehehehe
PQP. Ultimamente, tá com um mau gosto do cacete pra escolher repertório.
Outra Marcão: fala para o Dimas colocar uns modão barra pesada lá para o Bruno gravar. Fala pra dar uma intercalada entre música jardim de infância/balada e música sertaneja de verdade. Hehehehe.
Vou arriscar:
Dimas me escuta??? Dimas?? Dimas?? CÊ ta aí?? Câmbio?? Dimasssssss???
Sei que já estão especulando que , além do show ao vivo, vai ter também uma parte voz e violão, parece que gravada em vídeo. Então fera, já que a parte do show, não vai ter jeito mesmo, vai ser recheada de música “chupa pirulito”, da uma esculachada na parte acústica.
Pois bem, Pega o Double Face do Zezé, o modão, e coloca essa parte nos moldes dele. Umas músicas esquecidas dos anos 80, 90. Quer uma dica: Gostoso Sentimento e Coração, duas obras da Fátima Leão que são a cara do Bruno. Vai nessa leva que o trem vai ser foda. Vou estar lá para conferir. Capricha em Dimas. Porra chapa .. é a hora.
Da uma sacolejada no Bruno, porque o cara ta fugindo do que é realmente. Ta artificial pra cacete!!
Boa Sorte e manda bala.
Câmbio, desligo.
Hehe
Abraços
Sertanejo tá de muletas ou bengala. Essa turma nova não dá conta do recado. O tempo deles vem rápido mas não será duradouro como os antigos. Quem não tem história não escreve causo bom em 2 ou 3 anos para ficar para sempre.
Concordo Marcão tudo o que disse…Mas quero deixar umm registro de uma dupla de mto potencial que fui num show deles recentemente aki no Paraná…Chama DIEGO E DIOGO..Cantam mto e tem um cd maravilhoso…Pega a senha, Vacilou, Tô com saudade, são músicas que a galera conhece e pode apostar nessa dupla…São bons demais! Beijos e parabens pelo seu trabalho
Texto muito animal!
Espero que o sertanejo fique cada vez melhor!
Fala Marcão! Agora é que deu pra ler.
Sempre pensei desse jeito que vc falou aí mesmo.
Só acho que vc esqueceu de falar de Rick e Renner. Vamo aguardar a salada
DEPOIS DO Victor & Leo, o que é que veio de novidade???
Respondo: NADA.
Sr. Marcus, misturar os caras que mudaram a música sertaneja com a galera que de aproveitou do som deles pra fazer sucessinho?
Vexame.
Você só pode morrer de inveja dos caras pra tentar diminuí-los.
Assiste o DVD “A História”, do Victor e Leo. Se já assistiu, nem precisa responder ao meu post pq aí já tenho certeza do que digo.
Luan, J&M, e tudo junto veio no som do Victor e Leo, porém sem a qualidade deles, q tem quase 20 anos de carreira, produzem, fazem tudo.
VL ainda cantam Deus e Eu no Sertão, Vida Boa, sem Trânsito sem Avião, Rios Amor que são classicos. Os outros nem sabem o que é isso. Desabafeiiii…