Nem tudo o que é antigo é moda de viola
Pode parecer um pouco de exagero meu, mas aposto que todo mundo que conhece um pouco mais de música sertaneja e principalmente de música caipira fica incomodado ao ver muita gente, inclusive gente que aparentemente sempre mostrou entender do assunto, se referindo a toda e qualquer música sertaneja antiga como sendo “moda de viola”. Até a coletânea “Modão Sertanejo” vem sendo divulgada na Globo como “um resgate da moda de viola por artistas da nova geração”. O mais triste ainda é que essa utilização errada das nomenclaturas dos ritmos sertanejos remete a uma pergunta que venho me fazendo há tempos: porque hoje em dia ninguém mais sabe os nomes dos principais ritmos da história da música sertaneja?
Ora, desde pequeno fui ensinado que “modas de viola” são apenas as músicas cantadas com o acompanhamento de viola solada na mesma melodia das vozes, como por exemplo as músicas “O Rei do Gado”, “O Rei do Café”, “Travessia do Araguaia”, “Nelore Valente”, “O Mineiro e o Italiano”, “Caboclo na Cidade” e outras na mesma linha. Todas essas músicas têm em comum a utilização de apenas um instrumento: a viola caipira. Por isso o nome “Moda de Viola”.
Até uns 20 anos atrás ainda era comum ver nos discos de vinil, junto aos títulos das músicas, os nomes dos referidos ritmos. Diferentemente de hoje, naquela época havia sim uma preocupação com a teoria da música sertaneja e não apenas com as músicas mastigadinhas e fáceis de engolir. Quem ainda dispõe de uma coleção de discos de vinil em casa pode conferir. Alguns destes nomes ainda são comumente utilizados hoje em dia, como “guarânia”. Outros, no entanto, caíram em desuso e pouca gente sabe do que se refere quando os mesmos são mencionados. Hoje em dia, é raro encontrar alguém que saiba qual ritmo é o “cururu”, ou o “cateretê”, ou o “rasqueado”.
Para efeito de curiosidade e para tentar fazer cessar o persistente erro na utilização do termo “moda de viola” para tudo o que diga respeito às antigas músicas sertanejas, vamos a alguns exemplos de ritmos e suas nomenclaturas.
1) Canção Rancheira – ou simplesmente Rancheira, como alguns costumam utilizar. É um ritmo bem parecido com a valsa, o que fez com que alguns inclusive se acostumassem a se referir a ele como “valsinha” ou mesmo “valsa”. Um grande exemplo desse ritmo é a música “Estrada da Vida”, que você ouve abaixo.
2) Guarânia – é bom tomar cuidado com a utilização do termo “guarânia”, afinal o mesmo ritmo pode apresentar variações na velocidade, o que já o torna um outro ritmo, como vocês poderão ver logo abaixo. Um grande exemplo de guarânia é a música “Amargurado”.
3) Polca – ou Polca Paraguaia, dada a influência da música paraguaia neste ritmo sertanejo. A grosso modo, é uma guarânia bastante acelerada. Um bom exemplo é “Vá pro inferno com seu amor”.
4) Rasqueado – Facilmente confundido com a polca, a diferença básica entre os dois ritmos está na pegada com que se toca. A diferença é mais facilmente percebida quando se ouve o contrabaixo nos dois ritmos. Um bom exemplo é a música “Coração de Pedra”, da dupla Milionário & José Rico.
5) Moda Campeira – Outra variação da guarânia, que rigorosamente tem apenas a velocidade como diferença. A música “Saudade da Minha Terra” é uma canção neste ritmo.
6) Huapango – Uma variação menos conhecida e pouco utilizada da guarânia. Um dos poucos exemplos é a música “Do mundo nada se leva”.
7) Bolero – Um dos ritmos que ainda é comumente utilizado na música sertaneja, claro que com uma certa variação com relação às versões mais antigas. A música “Me mata de uma vez” é um bom exemplo.
8) Xote – Uma das que hoje em dia, pelo menos na música sertaneja, já é enquadrada apenas num grande grupo de ritmos, o “forró”, que na verdade é bem mais específico do que se pensa. A música “Bobeou… a gente pimba” é um exemplo.
9) Toada – Um ritmo mais choroso e emocional, característico de músicas com declamação. Um bom exemplo é a canção “Couro de boi”.
10) Cururu – Praticamente um ritmo precursor do “pagode” criado pelo Tião Carreiro, mas tocado com menos detalhes, de uma forma mais simplificada. A música “Canoeiro” é um bom exemplo deste ritmo.
11) Cateretê – Bem parecido com o cururu, mas um pouco mais detalhado. Não tanto quanto o pagode, claro. Um bom exemplo é a música “Moda da Mula Preta”.
12) Pagode – Criado pelo Tião Carreiro, o ritmo mais conhecido de viola, caracterizado pelos recortados entre os versos das músicas. “Pagode em Brasília”, como o próprio nome ressalta, é um dos grandes exemplos.
13) Fox – Outro ritmo pouco utilizado na música sertaneja. Tem como bom exemplo a canção “Inversão de Valores”.
14) Balada – Este ritmo já faz parte de uma geração mais recente de ritmos sertanejos. O clássico “É o amor” é um ótimo exemplo.
15) Country – Apesar de se perceber na música sertaneja uma influência da música country, o único ritmo reconhecidamente country da música sertaneja é este, que pode ser ouvido em músicas como “Ela Chora, chora”.
16) Vanerão – Um dos ritmos precursores dos ritmos mais comumente utilizados hoje em dia. Caracterizado pelo caráter mais “dançante”. Um bom exemplo é a música “Paixão Goiana”.
17) Moda de Viola – Como dito acima, é caracterizada pela viola solada acompanhando a melodia das vozes. A música “O Rei do Gado” é um bom exemplo.
Listei nada menos que 17 ritmos sertanejos comumente utilizados antigamente. E olha que ainda faltou um monte nessa lista. Há cerca de 20 anos, no entanto, a utilização da nomenclatura, como eu já disse, foi caindo em desuso. O resultado é o que vemos hoje: uma confusão gigantesca de ritmos. Tem gente que toca vaneirão achando que está tocando pagode de viola, ou que sequer sabe o nome daquilo que está arranhando no violão. Fora que hoje em dia ninguém tem um nome correto para o que é tocado pelos novos artistas sertanejos.
Já ouvi chamarem essas baladinhass universitárias de “baladas pop”, “shakundun, “universitárias”, e de mais uns 3 outros nomes. Além disso, convencionou-se chamar de forró ou de vaneira tudo o que é música dançante tocada com a mesma batida. E, pior, chamam de “moda de viola” tudo o que é clássico sertanejo. Mesmo que não tenha nenhuma viola na gravada na música!!!
A intenção deste texto não é fazer voltar a já morta e enterrada nomenclatura de ritmos sertanejos. O que falta é, óbvio, uma preocupação dos artistas e de quem divulga a música sertaneja pela história e teoria do segmento. Como eu já ressaltei aqui várias e várias vezes, o conhecimento daquilo que se canta é o mínimo que se cobra de qualquer artista sertanejo que se preze.
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Essa matéria, digo q foi uma das melhores de tds os posts do Blognejo…
Muita coisa relembrei e aprendi…
Hehe Marcão, pra quem foi nascido e criado em roça assim como eu fui, essa postagem me faz ter orgulho de ser “sertão” de coração.
Lendo essa postagem e ouvindo a todas essas músicas me lembrei de uma frase que o meu pai me disse dias antes de sua morte (que aconteceu em dezembro do ano pássado). “Meu filho, tudo o que se ouve hoje, se tivesse mais respeito com o que se ouvia antes, ficaria pra história, assim como ficaram as do pássado”. Agora acredito nisso mais do que nunca.
Excelente postagem. Parabéns.
Os artistas sertanejos hoje são poucos. A maioria virou artista pop ou tenta ser. Mas muito boa essa listagem que você fez. É daquelas pra gente mostrar para os amigos que acham que a música sertaneja não tem valor cultural, o quao importante e rica ela é. Se hoje os novos sertanejos, grande parte são graduados, poderiam ter mais preocupaçõ em estudar a música sertaneja, e quem sabe resgatar muito disso pra hoje em dia. Quem sabe assim vão fazer algo que realmente faça a gente sentir que é sertanejo mesmo.
Belo texto Marcão….
Uma aula de explicação!!!!
Sensacional.
Caraca! Marcão vc é foda!
Bicho eu sempre tive dúvidas em relação a diferença dos ritmos ternários na música sertaneja.
Cê matou a pau!!!
Muito bom mesmo, parabéns pelo post. Quero mais algumas explicações, te mando por e-mail, abração.
CLAP, CLAP, CLAP, CLAP, CLAP…
Que aula hein!!!
Só algumas correções:
A diferença do Rasqueado para a Polca, não é a pegada, e sim o beat que na polca é muito mais acelerado.
O country não é o único ritmo country reconhecido pela musica sertaneja. O Fox,como citou acima é uma vertente da música country.
“Do mundo nada se leva”, nesta VERSÂO é um rasqueado. Huapango é mais ritmico ex: “Mercedita” (apesar de muitos dizerem ritmo “Guapango”). No huapango a sextina possui pausa, além do ritmo do violão que faz o contra ser diferente do rasqueado.
De repente um segundo post com os ritmos que ficaram faltando, seria interessante tais como: Folk (linha Victor e Leo), chamamé(apesar de muitos chamarem de rasqueado), Guancheira, Bugiu, axe, sambanejo, flamenco, e até o Lambadão pantaneiro pra agradar o Timpim.
Grande Abraço,
bem dito, professor pardal. Como eu disse, é bom os comentários justamente para esclarecer coisas que não foram ditas corretamente. Mas porque o codinome???
Post sensacional! Realmente uma aula!
Realmente é uma aula para quem quer aprender sobre os ritmos, bases instrumentais da música.
Podemos dizer que a guarania,o chamamé,a polca, o rasqueado pertencem a mesma familia. Idem para a vanera, o vanerão, o bugio, a milonga.O blogueiro levantou uma questão interessante,realmente nos antigos LPs apareciam do lado do nome das músicas o ritmo.
Outra coisa interessante, em algumas músicas postadas acima a bateria era bem suave ou não era presente, o que dava para perceber bem o compasso do contrabaixo.
E ai Marcão!!
Parabéns pelo post!!! Vc é demais hehehe
Beijos! Adorei!
Belo texto hei Marcus… principalmente pra quem acha que música sertaneja é musica de corno e brega. Gente que não tem noção do quão ela é rica. Pros que gostam mas nao entendem também foi legal
Valeu mesmo, pra mim que estou aprendendo a tocar esta matéria é um grande curso.
Esqueci um pequeno comentário, a melhor matéria já escrita por este blog, sem dúvida nenhuma, acho que você já devia pegar um diploma de “jornalista sertanejo”, rs…
Pra mim que estou aprendendo a tocar, está matéria é um excelente curso, valeu demais.
Que beleza hein??
Post que podia ficar no cantinho da página, como um link. Referencial.
Muito bom hein Marcão..
Diversas vezes assistia a estes comerciais ridículos da globo, mencionando sobre o tal do “Modão Sertanejo”, o resgate da moda de viola!
Como oce mesmo disse, os ritmos e a viola merecem respeito e mais cuidado a distinguir o que é cada coisa!
Ai ai , cada modinha que ouço, viu!!!
Abraços Marcão!!!
Muito bom o post. Parabéns!
Parabens marcus mandou bem…me doi o coração o pessoal chamar luan santana de sertanejo …colocar musicas do jorge e mateus tipo cantando os maiores suscesssos deles e dizerem “o melhor do pagode e moda de viola” Sou compositor e hj é foda se vc fizer uma letra mais dificil de mastigar o proprio cantor não quer….. Pouco se comemtou mas pra mim de letra a musica hj que se destaca para quem ouvir é a cançao Maquina do tempo DA DUPLA CHRYSTIAN E RALF porém nem se quer toca nas radios..parabens cara pela postagem sensacional……a e ainda tem aquela dupla que cnata o melhor do sertanejo universitario …ai vc escuta o cd ta lá regravações tipo 60 dias apaixonado…nova york entre outras apenas com novas roupagens afffff
To na dúvida se essa música, Do mundo nada se leva, é um rasqueado.
O violão ta me dizendo que não.
so uma pequena correcao pra ajudar…”balada” nos discos mais antigos se referia a musicas com o ritmo parecido com ALINE , SE DEUS ME OUVISSE ,MUSICA DA SAUDADE,A MAIS BONITA DAS NOITES ETC…
Sensacional……
Simplesmente um dos melhores assuntos já abordados neste site
Eu mesmo já tinha percebido esse erro e descaso com a música sertaneja na propaganda da Som Livre
que é feita por quem não entende NADA do gênero
Isso também mostra a versatilidade da dupla Milionário & José Rico que tem música quase de todos os ritmos citados àcima (principalmente a valsinha, polca e os boleros que eu adoro)
grande texto, Marcus
Marcão!!! Me responde essa!
A música sertaneja é o estilo brasileiro mais rico ritmicamente falando???
Cara são muitos!!! Diz aí!
Marcão este foi um dos POST mais RICOS que eu ja vi na Internet.
Parabens cara,, show de cultura!
mais uma correção, a moda da mula preta que vc postou nao está em ritmo de caterete, mas em ritmo de balanço. Exemplos de caterete: Oi paixão, A Mão do Tempo, etc.
ah, um bom exemplo de balanço é a música “Rio de Lágrimas” (no riiiiiiiiiiiiioooooooo de piracicabaaaa).
Sem dúvidas um dos melhores post, ou se não o melhor até hoje.
Parabens Marcus.
Muita gente hoje em dia escuta, toca, canta e aprecia a música sertaneja. Isso é muito bom. Mas não devemos nunca esquecer a essência de ser sertanejo. A humildade, o amor pela terra, pelas pessoas, e a valorização do simples e puro. A música sertaneja é um conjunto de ritmos, cada qual com sua beleza, essa é a grande vantagem da música sertaneja.
E não se esquecendo também, que cururu não é o ritmo, mas a rima.
Muita moda de viola, cururu, caterete, raqueado, guarania pra nós..
Grande Marcão! Parabéns pelas explicações sobre os ritmos e por tudo que você faz no Blognejo. Sou fã demais do seu trabalho e acompanho assiduamente o blogger.
Eu, particularmente, também fico chateado quando ouço um monte de gente se referir à música sertaneja como moda-de-viola. Aqui em Brasília têm vários eventos com nomes do tipo “Viola de Ouro”, “Quinta Bela Viola”, e mais um monte de nomes parecidos, mas que você pode procurar a noite inteira que não acha uma viola sequer.
Enfim, muito importantes as colocações que você fez. Quanto ao Rasqueado, ao Chamamé, à Polca e ao Huapango, há muitas controvérsias… Por exemplo, não acho que Mercedita seja um Huapango, nem muito menos “Do Mundo Nada se Leva”. Na verdade, o Huapango que conheci com Milionário e José Rico, João Renes e Reny e outras duplas dessa época, é bastante diferente. Por exemplo, “Rei sem Trono”, do Milionário e do Zé Rico. O Cateretê que eu conheço também, é bem diferente… É mais arrastadão. “O Carteiro”, gravada pelo Tião Carreiro e Pardinho, composta pelo Carreirinho, é um bom exemplo. No cd da minha dupla, Ênio Lima & Gustavo Neto tem dois Cateretês de viola: “Pipa Amarela” e “Caboclo Sertanejo”.
Espero ter contribuído, mesmo que de uma forma tão pequena, para esse site que eu gosto tanto.
Um abração!!
Simples e altamente didático. Parabéns pela bela matéria, um passeio sobre as variantes da musica sertaneja!
Boa matéria Marcão,
Sou músico da cidade de Uberlândia – MG e também toco viola.
É bem comum em locais que toco, alguém pedir “toca uma moda de viola”, ao meu ver seria um: “Rei do Gado”, “Caboclo na Cidade”, “Boi Soberano”, até mesmo os bons e velhos pagodes de viola são chamados de moda.
Já assisti suas apresentações com sua Dupla na cidade de Uberlândia, e vi que você além de tocar viola, gosta do instrumento.
Eu como sempre digo, sou um amante da viola caipira.
Nomes como: “Tião Carreiro e Pardinho, Peão Carreiro e Zé Paulo, recentemente Maik e Lyan e agora João Carreiro e Capataz” nos orgulham desse abençoado instrumento.
E uma dica a todos de Uberlândia e região que gostam e apreciam o instrumento, procurem por videos e aulas do Luiz Mazza da dupla Luiz Mazza e Luciano e também pelo grupo de viola de nosso amigo Tarcisio Manoveio, junto com ele Rogério, grande violeiro que tocava juntamente com o memoravel Pena Branca.
Parabéns pela matéria.
Parabéns Marcão pelo post,
Mas tira uma dúvida minha, a música “Pé de Cedro” do saudoso Zacarias Mourão, é que tipo de moda polca ou guarânia?
Por partes:
- Sou apiaxonado por viola e moda de viola.
- Esclarecimentos perfeitos trazidos pelo texto. Enobrece-se pelos links para audição.
- Moda de viola hoje é somente história e eu adoro história. O importante é preservar os valores históricos, da mesma forma que se guarda as escolas literárias.
- Os cantores neo-sertanejos – o sertão mudou – estão construindo um novo ritmo e, diga-se – muito bem aceito pelo público. Confirma isso o público presente nos shows e a vendagem dos discos.
A VERDADEIRA VERDADE É QUE ESTÁ ERRADO NOMENCLATURAR O NOVO RITMO DE “MODA DE VIOLA”. ISSO É BURRICE OU MÁ FÉ DOS PRODUTORES MUSICAI E EM AMBOS OS CASOS É INACEITÁVEL.
Fábio Siqueira – Uberaba – MG
Valeu Marcão, gostei muito, é caipira na veia.
Essa galera de hoje parece até ter vergonha de ser caipira e fica com essa historia de “modão”, e moda de viola, com uma nova pegada, nova roupagem, sem saber (ou sabendo) que a verdadeira moda de viola tem historias com inicio meio e fim com dueto e viola, e que o bonito da musica caipira é o simples, que por sinal é muito dificil para alguns fazerem. Dublar e gravar musicas consagradas é facil. Quero ver é meter a cara na TV e fazer ao vivo.
Cara, gostei muito da matéria, show de bola, nosso patrimonio maior tem que ser divulgado mesmo, com seus respectivos ritimos e autores.
Abraçao!
Que eu saiba a musica ”Do mundo nada se leva” é o ritmo cueca chilena, o huapango que eu saiba é um ritmo mexicano usado nas músicas Grinalda Branca do Silveira e Barrinha, Bebendo e Cantando do Canário e Passarinho, Flor do Campo de Nenete e Dorinho, só me lembro dessas agora.
Mas uma coisa é verdade, a galera do sertanejo universitário mal sabe o que tá cantando direito, confunde tudo, ninguém mais sabe nome de ritmo com exceção de alguns violeiros e músicos por aí e tem uma confusão enorme nesse meio.